As exportações brasileiras para a China devem alcançar US$ 37 bilhões neste ano, alta de 20,5% em relação a 2010, segundo previsão do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Ele participou nesta segunda-feira do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-China, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que discutiu as oportunidades de ampliação dos investimentos chineses no Brasil.
O ministro afirmou que conta com o apoio do governo chinês para diversificar a pauta das exportações brasileiras, com produtos de maior sofisticação técnica, principal reivindicação do governo e do empresariado nas relações econômicas bilaterais.
"É preciso qualificar as relações comerciais com a China. A qualificação nos preocupa, mas há movimentos que dão esperança a essa qualificação. O Brasil não quer ser apenas um cliente comercial da China, mas um sócio", afirmou Pimentel.
O ministro do Comércio da China afirmou que compreende a preocupação do Brasil em vender itens de maior valor agregado, mas ressaltou ser necessário que o empresariado brasileiro faça melhor divulgação dos seus produtos. "O Brasil tem produtos de boa qualidade, mas o chinês não conhece estes produtos", declarou.
O presidente do Conselho de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, disse que é um grande desafio a dinamização do comércio bilateral.
"Esse processo exige melhor aproveitamento das complementariedades entre os mercados, maior integração das cadeias produtivas, além do estabelecimento de novas modalidades de parcerias entre as empresas, como a formação de joint ventures (associações) e instalação de centros de pesquisa e desenvolvimento", afirmou.